quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

A TORRE DA MAGIA







Não se tem ideia desde quando existe magia nestas terras, cada cultura, cada raça, cada ser tem uma visão mais ou menos aberta a magia. Os anões creem que tudo que não possa ser obtido pelas mãos, como fruto do trabalho, é mágico; os haaquim chamam de magia (ou feitiçaria, ou bruxaria) tudo que não entendem; os humanos misturam este conceito com o de milagres ou feitiçaria (conforme for bom ou mal); os elfos entendem que tudo veio da magia, pois a vida em si é fruto de um poder que ser nenhum possui; os goblins e gnomos, usam a magia com a mesma naturalidade da ciência…

A própria magia provoca discussões entre seus adeptos, pois sacerdotes alegam usarem da fé e não de mágica. Magos costumam menosprezarem qualquer definição dada por outros, pois para eles existe a magia, um conceito amplo e ligeiramente vago, que pode ser usado como uma forma de definir a perfeição ou beleza de algo. Para os magos, até mesmo um truque de ilusionismo pode ser rotulado de magia, para entreter os espectadores. No entanto, os magos desenvolveram a teoria da MAGIKA, como sendo um poder real e desconhecido, que precisa ser estudado e dominado. Esta magika sim, é a fonte que opera feitos impossíveis e que pode ser canalizada de várias formas, por isso existem as ramificações: necromantes, feiticeiros, bruxos, magos encantadores, invocadores, etc… ...a magika está possível em todos os lugares, porém poucos conseguem despertar para sua existência e alcançar um nível de sintonia com ela.

Assim, a história de Nadezhda tem mostrado como a magia (ou magika) tem sido útil. Desde manipuladores poderoso com sede de poder, a mesmo criaturas cuja própria existência desafia o racional, tudo tem sido objeto de estudo de uma casta poderosa que tenta desenvolvê-la e aprender a usá-la. Para isso, representantes das mais importantes ordens concordaram que seria inútil e perigoso desenvolver estes estudos em meio a leigos, e contrataram os anões para a construção de um palácio no qual eles pudessem viver para a magika. Surgiu a Torre Celeste.

Este palácio tem uma beleza comparável às mais belas construções élficas, apesar de terem sido feitas exclusivamente por anões. Apesar de belo, o palácio se destaca pela sua aura singular, que intimida qualquer estranho de se aproximar do local. O palácio se localiza no centro do continente, e não só abriga laboratórios, mas também bibliotecas e registros históricos que não há em nenhum outro lugar.

O palácio não possui um líder ou regente, mas um conselho de cinco membros dos mais respeitados de toda Nadezhda. Muitas decisões são feitas em relação a magika, principalmente aquelas que envolvem uma importância ética e moral, numa terra tão miscigenada.


Em Nadezhda, muitas coisas definem magia.” - Lord Mofidius, Guardião dos Livros

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Lendas de Nadezhda

Alguns contos são lendas, outros são fatos históricos, outros somente relatos deturpados ou afetados pelo misticismo popular.o fato é que existem inúmeros contos nesta terra e que poucos podem atestar a veracidade.


Os dragões de Dakkar
De todas as histórias e lendas desta terra, a dos dragões é a que mais desperta curiosidade e expectativas. Sim, expectativa, porque só se sabe de histórias e não há nenhuma prova de que eles existiram por estas terras. Essas histórias, contam que que, no começo, os povos lutavam contra seres gigantes e enormes, como os dragões, estes atacavam tribos e vilas por toda a terra, e que todos os demais seres vivos corriam risco. Crê-se que estes dragões habitavam as montanhas na região de Dakkar; certa vez, um caçador encontrou algo estranho e levou para ser examinado por sábios. Os sábios alegaram ser somente uma rocha, mas um discordou, dizendo que era um fóssil de ovo de dragão. Este caçador foi procurado por muitos lordes e magos que queriam comprá-lo, mas o caçador sumiu juntamente com o ovo. Claro, existem versões dessa história que dizem que ele foi assassinado e seu ovo roubado.

Era negra
Presume-se há séculos....um bruxo surgiu da região pantanosa e morta de Undomem. Ele tinha poder sobre mortos e corrompia os seres vivos. Este bruxo começou a estender seu rastro de podridão e morte pela terra, sendo percebido muito tarde. Humanos, elfos, anões, todos foram afetados e corrompidos em algum grau e suspeita-se que algumas raças foram até extinguidas. O bruxo usou destes corrompidos para guerrear em seu nome e estender sua maldição. Depois de duras batalhas, ele foi contido, mas já havia conseguido por as raças umas contra as outras. Seu poder parecia tão forte que alguns ainda defendem que ele tinha apoio de líderes e desejavam a guerra para usurparem o poder.





A invasão orc

Em toda história de Nadezhda, acredita-se que esta foi a maior tragédia de todas. Vindos de um lugar desconhecido, estas criaturas cruzaram o mar e aportaram no litoral leste sem qualquer resistência, matando muitos e escravizando os demais. Eles trouxeram consigo os goblins e outros seres nunca antes vistos. Caçaram centauros, exterminaram os unicórnios, roubaram metal e alimentos... destruíam tudo que viram. Castelos foram invadidos e reis assassinados, os orcs invadiam a terra e avançaram tão rápido que não davam chance defesa, os vilarejos foram pegos quase sempre de surpresa. Quando o inverno chegou, os orcs tiveram que recuar até que o mal tempo passasse, e este foi o momento crucial para que as defesas fossem organizadas. Em sua cruzada contra os orcs, que haviam tomado quase metade das terras, um nobre paladino liderou a maior força de resistência entre as que se surgiram. Humanos ao sul, anões ao oeste e elfos ao norte, Sir Christopher libertou e vingou vila a vila, castelo a castelo, cidade a cidade, chocando-se com matança encontrada em cada povoado. Depois de uma jornada longa, Christopher ficou tomado pela barbárie que o perseguia, ele perdeu sua fé e deixou de ser um paladino, mas continuou com sua jornada ainda mais impregnado de vingança e fúria. Os orc finalmente se foram, assim como o nobre paladino; em seu lugar surgira "Chris: o caçador". Alguns o chamaram de “o ceifador”, em outros dialetos, Chris era pronunciado “Kirrs”, “Kirski” e sua fama alimentou inúmeras histórias de batalhas que, com o passar dos anos, eram contadas e aumentadas por habilidosos bardos...




A maldição de Graal

Graal foi um sacerdote que se apaixonara por uma celibatária. Ambos se amavam tanto quanto a suas Ordem, mas além de servirem a deuses diferentes, sabiam que seu relacionamento era severamente punido. Graal tentou insistentemente justificar seu amor ao seu superior, com medo de que sua amada fosse seriamente punida caso tudo fosse descoberto. Infelizmente, a magia revelou seu segredo antes de ambos renunciarem seus votos. Graal clamou por perdão, mas não lhe foi concedido. Ambos foram condenados a morrerem queimados nus na fogueira. Ao ver sua amada gritando de dor, Graal não resistiu e amaldiçoou ambas as Ordem em grande brado naquela tarde. Coincidência ou não, no exato momento que amaldiçoou, ouviu-se um trovão distante, tão assustador que um dos serviçais do abade teria deixado cair a prataria com o susto. A população local ficou horrorizada com a cena. Tudo parecia que seria perdido no esquecimento do tempo, mas qual foi o terror dos povos quando souberam que o líder da posterior invasão orc se chamava Graal....


 

A misteriosa Dakkar



DAKKAR





Os anões em Nadezhda são encontrados em todas as cidades, logicamente em umas mais que outras. Depois de virem que humanos, elfos, goblins e até outras raças bem menores tem construído cidades para si, os anões passaram séculos tentando unir seus clãs em busca de construir um lugar que os unissem. Logicamente a habilidades dos anões não permitiriam que a idéia de um local tão amistoso permanecesse por muito tempo, e logo cada clã opinou por melhorias e avanços numa tentativa maior de mostrarem suas perícias que qualquer outra coisa.


Essa “disputa” interna tem tido resultados positivos. Acredita-se que esse local tem se mostrado mais que uma cidade, uma fortaleza perfeita. Tecnicamente existe uma cidade no topo de uma montanha chamada Dakkar, a qual foi feita pelos anões e tenta formar um conselho que reúna o maior número de clãs possíveis sob sua regência. Alguns espiões alegam que Dakkar é menos que 10% do que os anões realmente pretendem, no entanto, rapidamente a contra-espionagem começou a espalhar tantas informações que tem sido muito difícil saber o que é verdade e o que não é.


No entanto, ninguém nunca realmente se preocupou com o que os anões “planejam”. Eles sempre lutaram lado a lado quando foram necessários pelos humanos, e mesmo os elfos! Reis, Ordens e comerciantes, todos tem se beneficiado dos esplêndidos artífices deles.


Os anões sofreram uma divisão interna há quase um milênio, quando muitos se juntaram aos Drows. Suspeita-se que os goblins haviam fomentado essa divisão, por isso essas duas raças não se dão muito bem. Atualmente os clãs mais importantes são Bredof e Mitril, que aparentam conviverem bem junto a uns 4 outros menores. Atualmente, os anões mais conhecidos e influentes são Brew, filho de Bredof, líder do clã Bredof; Folck, líder do clã Mitril; Jester, exímio engenheiro, responsável pela construção da Torre Celeste e Todo, um comerciante.


Acredita-se que os anões tenham sacerdotes respeitáveis, assim como ladrões, paladinos, enfim, estão presentes em todas as profissões e garantem que possuem uma engenharia e arquitetura melhor que os elfos.





Anões e humanos compuseram a linha de frente na guerra contra os orcs. Defenderam-se de invasores e se ajudaram no combate das criaturas monstruosas no início dos tempos. O ancestral de Folck já fora requisitado para governar, na época, a pequena vila comercial de Porto Calmo, mas havia perdido um de seus filhos na guerra e preferiu se afastar desse tipo de responsabilidade na época.

Northerim

Northerim - A cidade dos gigantes





Os motivos de sua fundação se perderam no tempo e os vestígios arqueológicos não existem mais. Quase toda Northerim é árida e desértica. Apesar de não ser um reino tão antigo quanto outros, foi o palco das maiores batalhas da história e estas destruíram qualquer possibilidade de registros longos e confiáveis.
Mas isso nunca incomodou seu povo.

Northerim sofreu tantas disputas, que os habitantes aprenderam a valorizar a espada mais que a pena. Seu povo é acostumado com as guerras, com disputas de pequenos nobres e, principalmente, a defesa contra grandes invasões. A economia quase não existe, Kulich, seu monarca, controla as terras e administra a agricultura e criação de búfalos, no mais, toda a riqueza de Northerim vem de espólios de guerras e contratação de seus guerreiros. Os habitantes se chamam de haaquim, e desde crianças, todos são ensinados a lutar, caçar e construir abrigos ou maquinas que possam ser usadas em época de guerras. Os haaquim são pouco religiosos, mas alguns são bastante supersticiosos, eles respeitam somente os deuses Bane, Auril, Tempus e Torm, sendo este ultimo o mais cultuado.

Os haaquim costumam adornar construções importantes com crânios,em referência ao Deus da guerra, ou para intimidar estranhos.


Os haaquim se orgulham de sua história de guerras e batalhas, na qual já tiveram um rei que imperou quase toda Nadezhda, tendo sido o maior reino já estabelecido. Como os haaquim são guerreiros de nascença, eles não temem nada e suas terras não possuem postos de fronteiras. Entre os haaquim somente os orcs, e adoradores de deuses caóticos são inimigos declarados, portanto qualquer outra raça é bem-vinda desde que mostre ser um bom guerreiro em potencial. Não se tem conhecimento se algum elfo habitou entre eles, e sabe-se que magos e outros congêneres são vistos sempre com desconfiança.

Seu rei é respeitado e seu trono é incontestável. As hierarquias são obedecidas e só questionadas quando mostram-se falhas. O guerreiro mais temido é Kurll, primo do rei, um general de impressionantes 1,98m de altura, sobre o qual pairam inúmeros boatos de feitos inumanos para sua força.